quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Policia Federal prende lobista no Piauí

A Polícia Federal prendeu em Teresina, na Operação Pulso, Delmar Siqueira Rodrigues, suspeito de atuar como lobista da organização criminosa. A filha dele, Juliana Cunha Siqueira, também seria lobista e foi presa no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

Mais de 50 obras de arte de nomes como João Câmara e Bajado foram apreendidas na casa do presidente da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobras), Rômulo Maciel, na manhã desta quarta-feira (9). O valor do acervo ainda está sendo analisado.


Após o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa do presidente do órgão, Maciel foi conduzido para a sede da Polícia Federal em Pernambuco, no bairro do Recife,  onde presta depoimento sob suspeita de participar de uma organização criminosa especializada em direcionar licitações e desviar recursos públicos na estatal. Rômulo Maciel é morador do edifício onde, durante a manhã desta quarta-feira (9), maços de dinheiro foram arremessados pela janela após a chegada da Polícia Federal.


O diretor de Inovação Tecnológica da Hemobras, Mozart Sales, também está prestando depoimento na sede da PF. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa do médico, que é ex-coordenador do Programa Mais Médicos, no bairro do Parnamirim, na Zona Norte do Recife. 


O terceiro mandado de busca e apreensão foi realizado pela PF na casa de Jorge Luiz Batista Cavalvanti, um servidor da estatal, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Ele também deve prestar depoimento.


A OPERAÇÃO - Uma organização criminosa especializada em direcionar licitações e desviar recursos públicos da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobras) é alvo de uma operação deflagrada pela Polícia Federal em Pernambuco, na manhã desta quarta-feira (9). De acordo com a PF, durante a investigação, foi identificado que inúmeras amostras de sangue coletado, que deveria ser transformado em medicamentos contra a hemofilia e outras doenças, foram armazenadas de forma inadequada tornando-se inapropriadas para a produção dos medicamentos. Denominada ''Operação Pulso'', ação é resultado de 1 ano de investigações.


QUEM É - O presidente da Hemobrás, Romulo Maciel Filho, 52 anos, é economista, casado e pai de três filhos. É servidor da Fundação Oswaldo Cruz  (Fiocruz), ligada ao Ministério da  Saúde,  desde  1986.  Possui  mestrado  em  Planejamento e  Gestão  de  Políticas  de  Saúde pela  Leeds  Metropolitan  University  (1997)  e  doutora do  pelo  Instituto  de  Medicina Social  da  Universidade  Estadual  do  Rio  de  Janeiro  (IMS/Uerj),  concluído  em  2007.
Antes de ser nomeado presidente da Hemobrás, o que  ocorreu em 9 de outubro de 2009,  representava o MS no Conselho de Administração da e statal desde novembro de 2008.  Ao  longo  de  sua  carreira,  Maciel  Filho  exerceu  várias  atividades  de  gestão  no  setor público. Foi de vice-presidente de Desenvolvimento Institucional e Gestão do Trabalho da  Fiocruz,  no  Rio  de Janeiro,  de  16  de  fevereiro  a   31  de  agosto  de  2009.  De  maio  de 2007  a  dezembro  de  2008,  atuou  como  assessor  especi al  do  ministro  de  Estado  da  Saúde,  José  Gomes  Temporão,  em  Brasília.  Ainda  no  MS,  foi  diretor  da  Secretaria  de Políticas  de  Saúde,  de  1999  a  2000,  e  gerente  administrativo  da  Agência  Nacional  de Vigilância  Sanitária  (Anvisa),  de  1998  a  1999,  sendo  um  dos  responsáveis  por  sua fundação.


PF deflagra operação no Piauí




A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (9), uma operação para combater uma organização suspeita de direcionar licitações e desviar recursos públicos da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás). Estão sendo cumpridos 28 mandados de busca e apreensão, 29 oitivas mediante intimação e dois mandados de prisão temporária, expedidos contra empresários que atuam na empresa. A Ação ocorre no Piauí, Pernambuco, Paraíba, Minas Gerais e São Paulo.


Entre os delitos apurados na operação estão corrupção passiva, infringência da lei de licitação, peculato, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e organização criminosa.


 De acordo com a PF, durante a "Operação Pulso" ainda foi notado que amostras de sangue coletadas, que deveriam ser transformadas em medicamentos contra a hemofilia e outras doenças, não foram fabricadas devido um armazenamento incorreto do material.


A polícia ainda investiga diversas licitações e contratos de logística de plasma e hemoderivados ilegais. A obra de construção de uma fábrica da Hemobrás em Goiana, Mata Norte do estado, também está sob suspeita. Foi autorizado ainda o afastamento de três integrantes da Hemobrás, sendo dois da diretoria.



Durante o cumprimento de um dos 28 mandados de busca e apreensão realizados, agentes da PF flagraram maços de dinheiro sendo arremessados da janela do edifício onde vive um dos investigados no Bairro de São José, na área central do Recife. A PF apura, no entanto, quem teria arremessado os pacotes antes da chegada das viaturas.

Da Redação do Portal AZ 

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